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Semana de Cuidados Paliativos no Hospital Espanhol

Semana de Cuidados Paliativos no Hospital Espanhol
13 outubro 22:30 2020 Imprimir notícia
Saúde

No segundo sábado do mês de outubro, comemora-se o Dia Mundial de Cuidados Paliativos, A Comissão do Hospital Espanhol, voltada para o tema, promoveu uma semana de ações, com atividades realizadas de 5 a 10 de outubro.

Esta é uma data de ação unificada em todo o mundo. A Aliança Mundial de Cuidados Paliativos (Worldwide Palliative Care Alliance) promove, anualmente, a campanha para chamar a atenção da sociedade, sobre a importância e a necessidade da prática do paliativismo. Este ano, o tema é: “Meu Cuidado. Meu Conforto”.

Balões no ar

O sábado caiu no dia 10 e às 10h, 10 balões azuis com gás hélio foram soltos no Hospital Espanhol, pelos membros da Comissão de Cuidados Paliativos da Unidade, e voaram em direção ao azul da Baía de Todos os Santos. O azul é a cor da campanha e uma borboleta, o símbolo. Esta foi a ação de encerramento da Semana de Cuidados Paliativos no HE. Em cada balão, uma palavra representando a filosofia do paliar: afeto, amor, conforto, cuidado, cuidados paliativos, espiritualidade, qualidade de vida, saudade, velar.

‘São palavras que referem às necessidades trabalhadas na prática de Cuidados Paliativos que é o conjunto de práticas com ênfase no cuidado integral, em pessoas que enfrentam doenças ameaçadoras da vida” – explica a médica intensivista, Dione Machado, membro da Comissão de Cuidados Paliativos do Hospital Espanhol.

Paliar é cuidar. E o que é Paliativismo?

É o conjunto de práticas de assistência ao paciente incurável que visa oferecer dignidade e diminuição do seu sofrimento. Práticas de cuidados físicos e psicológicos. Para isso, uma equipe multidisciplinar atua, de maneira interativa, com técnica e sensibilidade, com equilíbrio e vontade de cuidar, para amenizar as dores do corpo e da alma do paciente. O conceito também se aplica a familiares, cuidadores e equipe de saúde que sofrem junto com o paciente.

Treinamento e Dinâmicas para os profissionais

Exatamente pela consciência da necessidade de, também, cuidar de quem cuida, é que o INTS investe continuamente nos cuidados aos seus profissionais. No dia 5 de outubro, os profissionais das enfermarias receberam treinamentos, esclarecimentos sobre mitos e verdades do paliativismo e participaram de dinâmicas envolvendo o profissional como foco de cuidado. Alongamento corporal, trocas de sentimentos do momento, escutas e acolhimentos envolveram os participantes que tiveram a oportunidade de olhar para si, para o colega e, juntos, se fortalecerem. No dia 7, foi a vez das equipes das UTIs participarem das ações.

Emanuele da Silva é Técnica de Enfermagem do Hospital Espanhol, participou das dinâmicas nas enfermarias e saiu encantada com a possibilidade de humanização para o profissional, nas unidades de assistência. “Agora eu entendi que os cuidados paliativos podem dar uma melhor qualidade de vida a quem cuida. E assim, o paciente vai ter uma melhor qualidade no seu tratamento” – concluiu ela.

Palestra: O que é paliar?

No dia 9, foi dia de palestra com as médicas intensivistas Dione Machado e Karoline Apolonia. Numa abordagem técnica que evidenciou a importância do olhar filosófico, humanístico e espiritual do paliativismo. E por que não dizer holístico? Na prática dos cuidados paliativos, o paciente é enxergado e compreendido como um todo. Levando-se em conta, além do seu quadro de saúde, suas questões pessoais, como familiares, crenças, valores, religiosidade e o que possa fazê-lo se sentir quem ele é como pessoa. E não apenas como um número de leito. Os cuidados paliativos estão inseridos no processo de humanização da saúde que vem evoluindo muito, em todo o mundo. Graças a Deus! E o coronavírus, mesmo pegando a humanidade de surpresa, tem sido um professor. Principalmente para a área de saúde e para a necessidade de humanização, em função do isolamento imposto.

“Costumo dizer que Cuidados Paliativos são a assistência ao sofrimento, quando não há mais uma terapêutica que possa controlar a progressão da doença. Estes cuidados são baseados em quatro pilares: o físico, o psíquico, o espiritual e o social – englobando a família, como base. Cuidar de alguém que está escrevendo seu último capítulo de vida, é função para uma equipe multidisciplinar preparada e com vontade de ajudar. Nosso foco jamais será a morte, mas a vida, enquanto ela existir. E a pandemia Covid tem sido um exercício diário para esta prática, com muitos aprendizados” – definiu Karoline Apolonia.

 Ascom Hospital Espanhol

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