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Pai tenta transferir menino internado por marmita envenenada

Pai tenta transferir menino internado por marmita envenenada
15 outubro 15:22 2020 Imprimir notícia
Brasil

Às vésperas de completar três meses de internação, o menino Fábio Abraão, de 11 anos, segue sem melhora de seu estado de saúde. Ele foi hospitalizado em estado grave, no dia 22 de julho, depois de comer uma marmita que estaria envenenada. Em entrevista exclusiva à CRESCER, o pai do menino, Flávio Araújo, diz que luta agora para transferir o seu filho, em busca de atendimento especializado para evitar sequelas.

"Há cerca de 10 dias, nos deram alta. Pediram que eu reformasse um cômodo da minha casa para que ele recebesse cuidados lá. Mas não tem nenhuma condição de ele ir para casa. Ele está com uma febre que não passa. Não vou assinar a alta, e a luta agora é por uma transferência para um hospital que tenha um neuropediatra. Tenho fé de que se ele receber a ajuda certa, não ficará com sequelas", diz o pai.

Desde o envenenamento, o menino não fala, não anda e se alimenta apenas por sonda. "Ele pisca quando pedimos, ou seja, entende o que eu falo e reage. Eu tenho fé de que se receber tratamento, ele vai melhorar", completa. 

O menino está internado no Hospital Geral de Pirajussara, em Taboão da Serra, administrado pelo Governo do Estado de São Paulo. A Secretaria Estadual de Saúde informou à CRESCER, por meio de sua assessoria de imprensa, que Fabio já recebeu alta hospitalar, devendo agora ser cuidado em casa - por isso não se trata de um caso de transferência. A pasta diz ainda que o menino recebeu assistência especializada desde a sua admissão, e que seu quadro, segundo os últimos exames, é infelizmente irreversível.

O envenenamento

A marmita comida por Fábio e que estaria envenenada foi presente de um amigo de Flávio, morador de rua, que recebeu o alimento de voluntários de uma igreja e faleceu pouco depois de comê-la. "Naquele dia, meu amigo, que é morador de rua, recebeu três marmitas da igreja. Ele levou para nós. Eu, meu filho e minha namorada estávamos em casa. Comi apenas as carnes e a comida estava gostosa. Minha namorada comeu e passou mal, precisou ficar 15 dias internada. Já meu filho ficou pior", lembra.

O caso ocorreu em Itapevi, onde a família mora. Ao todo, dois moradores de rua morreram envenenados pelas marmitas, segundo Flávio. A suspeita é que a comida tenha sido envenenada com chumbinho, depois de ser entregue. "Parece que houve uma desavença com o meu amigo e colocaram chumbinho para matá-lo. Não imaginavam que ele ia dividir as marmitas", diz Flávio.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o chumbinho é um produto clandestino, irregularmente utilizado como raticida.

A Polícia Civil investiga o caso. Segundo o pai do menino, três suspeitos de envolvimento no envenenamento foram detidos. Desde a ocorrência, Flávio conta com a ajuda de doações para ir e voltar do hospital onde o filho está internado.

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