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Cris Reis

Não Confie no Destino...

Não Confie no Destino...
08 outubro 22:09 2020 Imprimir notícia
Colunista

Se eu pudesse te dar um conselho, diria que jamais espere que o destino cumpra a sua promessa. Ele é confuso, nunca diz quando vai nos dar sinais da sua ação e ainda nos faz questionar sobre nossa ideia de livre arbítrio. Na contramão disso, adote o esforço, o planejamento e estratégia, afinal, são variáveis que você consegue controlar.

Jean Paul Sartre (1905-1980) dizia que “não importa o que a vida fez com você, mas o que você fez com o que a vida fez com você”. Essa contribuição que atravessa décadas se torna cada vez mais atual, visto que adentramos a era em que muito se ouve a respeito da necessidade da busca pelo autodesenvolvimento e autoconhecimento.

Na fuga para os desejos e vícios nos inclinamos a ter uma vida no maior estilo “deixe a vida me levar”. Acreditamos que algum esforço nos levará a algum lugar, lugar esse onde nos sentiremos mais felizes que antes.

Porém este movimento tende à rotina, ao esquecimento de nós mesmos. Vagamos pela ideia de que existe um patamar seguro para repousar os nossos esforços, como se houvesse um limite para qualquer movimento.

Nascer, crescer, cumprir nossos ciclos e ir embora. Na minha infância costumava refletir sobre a função de cumprir essas etapas e ao que me parecia, seria o destino de cada um de nós.

Cresci e me afeiçoei à filosofia que me conduziu pela busca por respostas a essas e outras indagações. Mas algumas em especial me faziam parar: o que estou fazendo da minha vida neste momento? Quem tem o poder de controlar meus pensamentos e atitudes? É essa vida que quero continuar levando?

Tem uma frase de Mário Sérgio Cortella que gosto muito que diz “a vida pode ser curta, mas não precisa ser pequena” Entendi com ela que se eu tenho uma vida que não gosto ou não mereça, a vida está sendo pequena. Se vivo um relacionamento que só me traz decepções e o diálogo não existe, a vida está sendo muito diminuída a cada dia.

Se vou me arrastando para o trabalho porque essa é a forma que eu encontrei para sobreviver, a minha vida é medíocre e está a serviço do destino para que ele sem que percebamos venha acabar com este ciclo doentio, vicioso.

O grande portal para uma vida que valha a pena ser vivida nos obriga a ter clareza sobre a realidade atual. Em nenhuma hipótese, negarmos nossas dificuldades irá contribuir para viver com sentido. A negação das nossas fraquezas, daquilo que nos envolve nas relações, nada contribui para viver a consciência necessária à mudança. Clareza transforma, consciência edifica.

Em que você precisa melhorar? Quais as novas habilidades necessárias para uma vida bem diferente do que “estava previsto” pra você? Feito isso, viva sua nova realidade. Analise o quanto impactará na sua família, na forma como você é visto por outras pessoas. Mas não tenha receio da mudança.

Lembre-se de que mudança significativa contagia as outras pessoas. Seja a mudança que vale a pena se inspirar. Se orgulhe da pessoa que você está se tornando. Escreva os seus propósitos e não se contente em ter uma vida pequena, medíocre, que espera a morte chegar. Construa o seu legado, deixe boas e inesquecíveis recordações.

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